Escolher uma profissão envolve propósito, identificação com a rotina de trabalho e uma dúvida bem prática: quanto ganha um assistente social? Essa pergunta aparece cedo para quem está considerando começar a graduação e quer entender se a carreira oferece estabilidade e boas oportunidades.
Isso porque o Serviço Social tem impacto direto na vida das pessoas. O assistente social atua com famílias, comunidades e indivíduos, ajudando a garantir acesso a direitos e serviços em áreas como saúde, educação, assistência social e justiça, sempre com base técnica e ética profissional.
Ao mesmo tempo, a remuneração pode variar bastante conforme região, setor (público, privado ou terceiro setor), tipo de contrato e experiência. Além disso, entram na conta temas importantes como a jornada de 30 horas semanais prevista em lei e a discussão sobre piso salarial, que ganhou novas atualizações recentes.
- 1 Salário de assistente social no Brasil atualmente: médias e faixas
- 2 O que influência o salário do assistente social?
- 3 Jornada de 30 horas e piso salarial: o que é lei e o que ainda está em debate
- 4 Como aumentar o salário na prática? caminhos de carreira e áreas com mais oportunidades
- 5 Construindo uma carreira de sucesso como Assistente Social
Salário de assistente social no Brasil atualmente: médias e faixas
Não existe um valor único para a profissão, mas dá para trabalhar com referências atualizadas para ter uma visão realista.
Algumas bases públicas e privadas que consolidam dados do mercado formal e informações reportadas por profissionais apontam médias diferentes, porque usam metodologias e amostras distintas. Por exemplo:
- Um levantamento com base em dados do mercado formal (CAGED), com atualização em janeiro de 2026, apresenta médias na casa de R$3,6 mil a R$3,7 mil em recortes por cidade/estado.
- Já um painel de salários baseado em relatos de usuários indica uma média em torno de R$3,3 mil no Brasil.
- Outra leitura, também baseada em contratações recentes, aponta média mais alta, acima de R$4,7 mil, dependendo do recorte e da forma de cálculo.
O que isso significa na prática? Que, atualmente, é comum encontrar vagas na faixa de R$3 mil a R$5 mil em muitos contextos, com valores maiores em cargos mais estruturados, em órgãos específicos e em carreiras públicas com plano de cargos, além de benefícios.

O que influência o salário do assistente social?
Dois profissionais formados na mesma época podem receber valores bem diferentes. Os fatores que mais puxam essa variação costumam ser:
Região e custo de vida
Capitais e grandes centros podem concentrar mais vagas em redes estruturadas (saúde, assistência, educação, justiça), o que tende a influenciar os salários. Também existe concorrência maior.
Setor de atuação
O assistente social pode atuar em políticas públicas, hospitais e unidades de saúde, escolas e universidades, sistema de justiça, empresas, ONGs e projetos sociais. A área e a estrutura da instituição impactam remuneração e progressão.
Vínculo e estabilidade
No setor público, o salário costuma seguir o plano de cargos do órgão e pode incluir benefícios. No terceiro setor, a remuneração pode depender do orçamento do projeto. No setor privado, os salários variam conforme porte e segmento.
Experiência e responsabilidade
Coordenação de serviços, supervisão de equipe, atuação com alta complexidade e elaboração de relatórios e pareceres técnicos costumam aumentar o valor da remuneração ao longo do tempo.
Jornada de 30 horas e piso salarial: o que é lei e o que ainda está em debate
Um ponto essencial para comparar remuneração é a carga horária. A Lei nº 12.317/2010 incluiu na regulamentação profissional que a duração do trabalho do assistente social é de 30 horas semanais.
Agora, sobre o piso salarial nacional, a situação é diferente. O CFESS esclarece, nas perguntas frequentes, que a profissão não possui piso salarial nacional instituído, e que há discussões e projetos em tramitação.
E o que mudou recentemente? Em dezembro de 2025, a Câmara dos Deputados divulgou a aprovação, na Comissão de Finanças e Tributação, de uma proposta que fixa piso de R$5,5 mil para 30 horas semanais, com reajuste anual pelo INPC. Ainda não é a etapa final, mas é um avanço na tramitação.

Como aumentar o salário na prática? caminhos de carreira e áreas com mais oportunidades
Se o seu objetivo é crescer na profissão e melhorar a remuneração, alguns caminhos costumam ser mais consistentes:
1) Construir carreira no setor público
Concursos podem oferecer salários acima da média e estabilidade. Em carreiras do judiciário e em alguns órgãos específicos, a remuneração pode ser mais alta, variando conforme o edital, benefícios e plano de cargos.
2) Focar em áreas com demanda constante e estrutura
Serviço social na saúde (inclusive hospitalar), saúde mental, políticas públicas, proteção social e sistema de justiça costumam ter grande demanda e exigem qualificação contínua.
3) Investir em diferenciais que “aparecem” no currículo
Na prática, pesa muito ter repertório aplicado: SUAS e SUS, legislação e rede de atendimento, elaboração de relatórios e pareceres, atuação intersetorial, projetos e indicadores, além de cursos e pós alinhados ao seu foco.
4) Regularidade profissional
Assistente social é o profissional com graduação em Serviço Social e registro no CRESS do estado em que atua, um ponto básico para exercer a profissão de forma regular.
Construindo uma carreira de sucesso como Assistente Social
Dá para construir uma carreira sólida como assistente social, sim, mas o salário costuma ser resultado de escolhas estratégicas: onde atuar, qual setor priorizar, como se qualificar e como acumular experiência. Entender as médias e faixas, além da jornada de 30 horas, ajuda a comparar oportunidades com mais clareza e tomar decisões com menos ansiedade.
E se você está começando agora e quer entrar na área com base forte, o primeiro passo é buscar uma formação que conecte teoria e prática, e te prepare para os diferentes campos de atuação. Aqui entra um caminho bem direto, conhecer a graduação em Serviço Social da Unopar, pensando no seu objetivo, seja atuar em políticas públicas, saúde, educação, terceiro setor ou até se preparar para concursos.
No fim, Serviço Social é uma profissão de construção. Com formação consistente, experiência bem direcionada e atualização contínua, você amplia suas chances de acessar vagas melhores e crescer ao longo do tempo, sem perder o sentido do trabalho que escolheu.
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