5 opções de uso das notas do Enem de anos anteriores

mulher checando notas anteriores enem

No cenário atual, há um importante exame entre os principais vestibulares do país: o Enem. O Exame Nacional do Ensino Médio agrupa as matérias em quatro áreas do conhecimento: Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática. Além das questões objetivas, em que há cinco opções de resposta, é preciso escrever uma redação sobre o tema proposto, ligado as atualidades do Brasil.

O resultado dessa prova determina se um aluno conseguirá ou não ingressar em cursos de nível superior das faculdades públicas, através do Sisu. No entanto, a nota do Enem também tem outras finalidades importantes, como conseguir uma vaga no FIES, no Prouni ou no PEP, ou, ainda, no parcelamento estudantil privado.

Neste artigo, conversaremos sobre quais são as situações em que é possível usar a nota do Enem. Também explicaremos se é preciso realizar o exame anualmente ou se é possível reaproveitar as notas anteriores. Por aqui, você vai conferir:

Quando é preciso realizar o Enem?

O Enem, anteriormente considerado apenas um método para avaliar a qualidade do ensino médio, é atualmente o maior vestibular do Brasil. Devido a sua importância no futuro dos vestibulandos, muitos alunos ficam em dúvida se a nota desse exame tem prazo de validade. Ou seja, se é preciso prestar o Enem todo ano ou se é possível usar o resultado obtido em provas de anos anteriores.

A resposta para essa questão é: depende. Existem algumas situações em que o aluno pode usar a nota de edições passadas, optando pela pontuação maior, e outras em que é exigido que o aluno tenha feito a última edição do exame nacional.

A prova do Enem acontece em outubro ou novembro, sendo que o resultado final é divulgado em janeiro do ano seguinte. Ou seja, na prática, o aluno usará a nota do Enem do ano anterior. Em 2020, por exemplo, a nota do exame utilizada é a de 2019. Isso porque a prova é feita em 2019 mas os resultados são divulgados em janeiro de 2020, e o aluno tem até o mês de agosto, em média, para participar de alguns programas.

O Enem 2020, segundo o site oficial do MEC, será realizado em janeiro de 2021.

O Sisu e o Prouni são exemplos de programas em que é preciso usar a nota do Enem da última edição. Além disso, algumas faculdades, principalmente públicas, aceitam a nota mais recente do exame como complemento do vestibular tradicional.

Os alunos que realizaram o Enem a partir de 2010 podem usar as notas dos exames passados para se inscrever em outras situações. É o caso, por exemplo, do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), das bolsas remanescentes do Prouni e do ingresso direto em faculdades particulares.

Em quais situações é possível usar as notas anteriores do Enem?

1. Ingresso direto nas faculdades públicas

O Sisu, ou Sistema de Seleção Unificada, é uma plataforma digital criada pelo Ministério da Educação brasileiro. Em todos os semestres (duas vezes por ano), o Sisu abre diversas vagas em instituições públicas. Para tanto, usa-se a nota do Enem para classificar os candidatos, substituindo o vestibular tradicional.

O Sisu é exclusivo para os alunos participantes da última edição do Enem que não obtiveram nota zero na redação. Na inscrição, o candidato tem direito a escolher duas opções de cursos e também precisa definir a modalidade de concorrência, visto que existe a opção de concorrer na modalidade de cotas ou ampla concorrência.

2. Ingresso direto em faculdades privadas

Diversas faculdades da rede privada abandonaram os vestibulares tradicionais e adotaram o Enem como seleção. Dessa forma, o aluno que tem um bom desempenho no exame nacional conseguirá entrar na faculdade usando o Enem.

Geralmente, nessa forma de ingresso as faculdades privadas aceitam notas de edições passadas a partir de 2010. A nota mínima varia entre os cursos e as faculdades. O interessante é que, em algumas instituições, as maiores notas do Enem são candidatas a bolsas, descontos e outros bônus interessantes.

3. Prouni

O Prouni, ou Programa Universidade para Todos, é um programa do Governo em que os alunos da rede pública têm acesso a bolsas parciais (50%) ou totais (100%), em faculdades da rede privada.

Para concorrer a uma das bolsas é preciso que o aluno tenha feito a última edição do Enem. No caso das bolsas remanescentes, ou seja, que sobraram após a seleção, o candidato pode tentar uma vaga com a nota de edições anteriores do Enem (a partir de 2010), contando que sua nota média seja acima de 450 pontos, e que a redação tenha pontuação maior que zero.

Além disso, os candidatos do Prouni devem se enquadrar em uma das seguintes condições:

  • ter cursado todo o ensino médio em escola pública;
  • ter cursado o ensino médio em escola privada com bolsa integral;
  • ser pessoa com deficiência;
  • ser professor ativo da rede pública (apenas para cursos de Licenciatura).

A inscrição é feita pelo portal do Prouni, e o candidato, assim como no Sisu, tem direito a escolha de duas opções de cursos.

4. FIES

O FIES é um financiamento estudantil do governo para estudantes de baixa renda que precisam de ajuda para concluir a graduação em uma faculdade privada. Atualmente, o FIES oferece três modalidades de financiamento. Essa é uma diferença do programa, visto que até 2017 o juros cobrado era de 6,5% ao ano para todos os participantes.

Modalidade I

Para estudantes de todo o País que tenham renda per capita mensal familiar de no máximo três salários-mínimos. Nessa modalidade não há cobrança de taxa de juros.

Modalidade II

Para estudantes das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, com renda per capita mensal familiar de no máximo cinco salários-mínimos. A taxa de juros é variável.

Modalidade III

É destinada para estudantes de todo o País, com renda per capita mensal familiar de até cinco salários-mínimos. A taxa de juros é variável.

Para se candidatar, é necessário que é aluno tenha participado de alguma edição do Enem partir de 2010, tendo obtido pontuação mínima de 450 pontos e nota maior que zero na redação. Atualmente, o FIES só é usado para cursos presenciais, ou seja, não é possível entrar com FIES EAD.

5. PEP

O Parcelamento Estudantil Privado (PEP) é uma alternativa de pagamento elaborado pelas maiores instituições de ensino do país. Os alunos que não têm condição de arcar com as mensalidades recebem um desconto mensal, que será pago em prestações após o término do curso.

No PEP 25, por exemplo, 70%* do curso é parcelado. No primeiro ano, paga-se 25% do valor da mensalidade e, nos demais anos, essa porcentagem aumenta para 35%. Após a conclusão da graduação, o aluno pagará os 70%* que faltam a cada mês, com base no custo da mensalidade vigente no último semestre.

Diferentemente de outras opções de financiamento, não é necessário que o aluno apresente a nota do Enem para se inscrever no PEP. No entanto, a nota desse exame pode ser útil para ingressar na faculdade, ou seja, ser aprovado no vestibular, e, após, solicitar o parcelamento estudantil privado. A nota do Enem em Londrina, por exemplo, pode ser usada para ingressar aqui na Unopar e conquistar o PEP.

Para todas as opções, há diversos cursos em que você pode ingressar e impulsionar sua carreira, seja da modalidade presencial, semipresencial ou 100% online.

E então, entendeu quais são as possibilidades para usar as notas anteriores do Enem? Então, aproveite essas oportunidades e dê continuidade aos seus estudos. Saiba, agora, qual é a importância da educação na formação do indivíduo!

E faça o teste abaixo para entender qual forma de ingresso é mais vantajosa para você:

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